Amiga JOANNA...
O que poderemos descrever de sua partida? Prematura? Tempo certo? Â… Não, entregamos ao Mestre, ao universo estes desÃgnios, não podemos ditar culpados, não podemos procurar explicações, apenas guardar os bons momentos tão vividos, tão compartilhados com os mais próximos. Tornamo-nos sua outra FamÃlia. Que alegria, que honra! E convivemos como toda famÃlia: chorando, rindo, buscando, participando, discutindo em momentos, mas sempre correndo atrás de nossos sonhos, nossas conquistas!
Mas ao iniciar este novo semestre, você, a menina tão meiga, tão carinhosa, tão participativa, não estava em nossas salas de aula. Vieram as preocupações, os diagnósticos e uma corrida desesperadora em busca de milagres. O que significa milagres realmente?! Será que na vida, com certeza, que sua missão, seu trabalho espiritual, já não tinha alcançado seus objetivos? Será que todo o universo não conspirou para que fosses gerenciar ou mesmo participar de etapas bem mais complexas e somente pessoas tão especiais poderiam participar e mesmo realizar?
Ah! Como este momento muitas vezes é doloroso! Não buscamos entender esta transferência, esta partida. Você nos ensinou um outro lado da vida, que até então, nós estudantes de enfermagem, ainda não tÃnhamos vivenciado de tão perto e mesmo tão familiar: a morte.
Lutamos pela vida, a melhor qualidade de vida, e você veio também para dizer: buscamos o alcançável, o possÃvel, cabe ao Mestre o milagre, a cura!
E hoje, estamos aqui, ao seu redor, dizendo não um adeus, mas um até logo. Você participará de muitas e muitas conquistas nossas, participará de nossa caminhada rumo ao término do curso e será sim, homenageada como a aluna de destaque, que nos ensinou que do outro lado da enfermagem existe o limite entre a vida e a partida, mas que também existe a marca que nos deixastes junto do amor, da saudade e de uma lutadora pela vida.
Até breve amiga!
Da sua turma 5º semestre de Enfermagem