Queridas amigas,
mulheres,
professoras,
alunas,
irmãs no Senhor,
pensando em fazer uma homenagem a todas nós, me deparei com este muito conhecido poema do chileno Pablo Neruda que, à s avessas, descreve tudo aquilo que é caracterÃstico da alma feminina: a capacidade de mudar, de arriscar, de amar o velho e o novo, de fazer muitas coisas ao mesmo tempo, de se emocionar diante do belo, de achar graça nas coisas pequenas e de ter esperança. Somente a mulher é capaz de humanizar a humanidade nos lembrava o Papa João Paulo II quando escreveu sobre a dignidade da mulher, por causa de sua sensibilidade e abertura à vida, a defender a vida, a amar o outro, começando por Deus. A mulher jamais desiste de ser feliz.
Oferecemos este poema - que hoje poderia se chamar 'Quem vive?' - a cada mulher especial que faz a Católica a cada dia e semana. Vocês são demais!
Parabéns pelo seu dia!
Profa. Elena
(em nome da equipe feminina - e masculina! - do Marketing)
Quem morre?
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca, não arrisca vestir uma cor nova
e não fala com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o escuro ao invés do claro
e os pingos nos “Ãs” a um redemoinho de emoções,
exatamente as que resgatam o brilho nos olhos,
o sorriso nos lábios e coração aos tropeços.
Morre lentamente quem não vira a mesa
quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto, para ir atrás de um sonho.
Morre lentamente quem não se permite,
pelo menos uma vez na vida, ouvir conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, não lê,
quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte,
ou da chuva incessante.
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
nunca pergunta sobre um assunto que desconhece
e nem responde quando lhe perguntam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em suaves porções,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples ar que respiramos.
Somente com infinita paciência conseguiremos a verdadeira felicidade!
Pablo Neruda